A construção do novo Centro de Material e Esterilização (CME) do Hospital Itamed chegou a 55% de execução e entra, agora, na fase de acabamentos para instalação dos equipamentos. Iniciada em outubro de 2025, a obra integra o processo de modernização da infraestrutura hospitalar e foi planejada para acompanhar uma perspectiva de aumento de aproximadamente 40% na produção ao longo dos próximos anos.

Com aproximadamente 940 m², a obra é executada pela Construtora Tarobá, com investimento de R$ 18 milhões, viabilizado por convênio com a Itaipu Binacional. A previsão é que o novo CME entre em funcionamento no início de novembro.

Neste momento, os trabalhos avançam para a etapa final da construção, com execução de pintura, instalação do forro de gesso, revestimentos e demais acabamentos. A chegada de alguns equipamentos ocorrerá antes da conclusão total da obra, já que determinadas instalações precisam ser realizadas em paralelo à execução dos serviços, permitindo que, após a instalação, sejam feitos os ajustes finais até a entrega completa da estrutura.

A proposta é que o novo CME seja entregue no modelo “chave na mão”, ou seja, não apenas com a estrutura física concluída, mas com os equipamentos instalados e em funcionamento.

O projeto foi desenvolvido desde 2024 com a participação de profissionais que atuam diretamente no CME. A equipe de Infraestrutura ouviu as necessidades e os desafios encontrados na rotina do setor para desenvolver uma estrutura que respondesse às demandas atuais e, ao mesmo tempo, tivesse capacidade de acompanhar a expansão da instituição. O projeto também segue as diretrizes da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 50/2002, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece requisitos específicos para o funcionamento dos Centros de Material e Esterilização. 

Entre os diferenciais está a organização dos fluxos de materiais limpos e sujos, reduzindo a circulação desses itens pelas áreas assistenciais. Um dos equipamentos responsáveis por essa logística será o monta-carga, que fará o transporte dos materiais entre os diferentes níveis do hospital. No caso do Centro Cirúrgico, o sistema permitirá que o acesso dos materiais seja realizado de maneira específica por elevador, sem a necessidade de circulação pelas demais áreas do hospital. 

O CME, no entanto, não atende exclusivamente ao Centro Cirúrgico. O setor também processa materiais utilizados em áreas como Centro de Atendimento à Gestante (CAGE), Pronto Atendimento (PA), Pronto-Socorro (PS) e Farmácia. Para atender a esses diferentes setores, será instalado um ‘lavador de carros’, equipamento destinado à higienização dos carrinhos utilizados no transporte dos materiais. 

Outro diferencial está na própria concepção do espaço. Por se tratar de uma área restrita, com o acesso somente a profissionais autorizados, haverá um corredor lateral com áreas envidraçadas, permitindo que visitantes, estudantes e autoridades possam visualizar parte do funcionamento do setor sem precisar acessar a área. A solução busca aproximar o público de um serviço essencial para a assistência, mas que normalmente permanece fora do campo de visão. 

A preocupação com a estrutura física também aparece em detalhes que não ficam visíveis para quem circula pelo hospital. Na laje técnica, último pavimento da obra, foi instalado um piso projetado para suportar cargas elevadas e vibrações, já que o espaço receberá equipamentos essenciais para o funcionamento do CME, alguns deles com peso de toneladas. Entre os equipamentos estão o sistema de osmose, responsável pela purificação da água utilizada nos processos, e os chillers, que integram o sistema de climatização da nova estrutura. 

Segundo a coordenadora de Obras Interina,  Ornella Veronica Tonelli Maia, a construção representa um desafio logístico, pois o novo CME está sendo construído abaixo do Centro Cirúrgico, o que exige planejamento permanente para conciliar as atividades da construção com a assistência aos pacientes. 

“Durante procedimentos que exigem silêncio absoluto, por exemplo, os trabalhos são temporariamente interrompidos e reorganizados para outros horários. Ruídos e vibrações fazem parte de uma obra desse porte, mas o cronograma é ajustado sempre que necessário para preservar a rotina assistencial”, explicou. 

DEMAIS OBRAS 

A nova estrutura faz parte de um conjunto de intervenções que vem sendo realizado no Hospital Itamed. Paralelamente à construção do CME, a instituição executa reformas e melhorias nos blocos de internação, com ampliação de leitos de enfermaria e UTI, além da implantação de uma nova recepção destinada exclusivamente ao atendimento de urgência e emergência da oncologia e cardiologia. As intervenções estão relacionadas ao plano de contingência assistencial adotado diante do aumento da demanda em setores como Pronto Atendimento e Pronto-Socorro. 

Também estão em desenvolvimento projetos para novas estruturas e ampliações em diferentes áreas do hospital, incluindo Endoscopia, Hemodinâmica e Centro Cirúrgico, com novos vestiários, estar médico e áreas comuns. Na Farmácia, está prevista uma nova Central de Diluição de Medicamentos. Com a transferência do CME para a nova estrutura, o espaço atualmente ocupado pelo setor deverá ser destinado ao Suprimentos. A instituição também trabalha na reestruturação do Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). 

Para o diretor-superintendente, Gilmar de Oliveira, o conjunto de obras representa um movimento de preparação da instituição para as próximas décadas. “O Hospital tem 47 anos, então são obras que estavam previstas e que hoje estamos pensando no futuro de mais 50 anos. Nosso hospital é referência de média e alta complexidade, estamos resgatando o sonho da população ser atendida no Itamed. Quem passa aqui pelo hospital escuta constantemente barulho de obras, são melhorias que vão fazer diferença para o futuro”, destacou.